Tenho assistido a CPI pela UOL todos os dias. Confesso que eu não entendo muita coisa, o telefone toca, o chefe chama e muitas coisas acontecem me fazendo perder o rumo da prosa (deles). O pouco que eu entendo acho muito absurdo e olha que eu não estou falando apenas à respeito do conteúdo das denúncias do BOB JEFF ou das defesas e depoimentos do Dirceu, da Simone... os próprios deputados e senadores inquiridores embolam o meio de campo, brigam entre si e o presidente da CPI muda as regras conforme o barulho e a pressão. Quem é leigo como eu tem a impressão de que o cara flutua o tempo todo entre os mandos e desmandos dos parlamentares. Outra coisa absurda é a quantidade de nomes de empresas nacionais e internacionais, públicas e privadas citadas. Olha, eu não sou muito otimista, acredito e formulo por mim mesma várias teorias da conspiração e vendo filmes que abordam o tema, me sinto confortável e nem um pouquinho surpresa, mas isso tudo debaixo do nosso nariz ta difícil de engolir!

Assisti Sin City ontem com o Rodrigo e a Day, a quem tanto amo. Acho interessante a naturalidade com que nós três ficamos juntos. Os dois brigam o tempo todo e é delicioso ficar no meio! Me divirto bastante com a bagunça que fazemos. O filme era horrível, tanto que pra apagar o trauma, a Day e eu fomos em seguida ver o Sr. E Sra. Smith, muito bom , aliás. É o tipo de filme que faz as pessoas se sentirem poderosas, saírem da sala como as donas do mundo. Acho isso perigoso, mas é uma comédia-suspense-pancadaria que vale os R$5,50.

Depois de assistir Sin City e Sr. E Sra. Smith ontem a noite, e ver tanto a Angelina Jolie, Alexis Bledel, Rosário Dawson (como ela é parecida com a Natashia Williams que faz a Shane no She Spies!!!), Jéssica Alba entre outras, não consigo compreender como se pode cogitar que alguém como a Fernanda Karina (todos já viram minhas fotos, não digo que seria melhor que fosse eu!hehe) faça um “ensaio sensual para uma revista masculina”.

UPDATE: essa Zulaiê Cobra (que no momento eu só ouço e, portanto, sinto a impressão de que a qualquer momento ouvirei uma risada e a Marília Gabriela chamando o break) que está elogiando o Bob Jeff, fazendo "merchã" do próprio irmão é a mesma que anteontém disse para o Dirrrrceu que ele era prepotente e mais umas outras coisas, acusações essas que ele rebateu dizendo que não era isso que ela pensava durante a faculdade??? fiquei pensando duas coisas:

1) será que quando eu crescer vou poder encontrar pessoas com quem estudei e relembrar do passado (ñ no mesmo nível de cordialidade com que os dois o fizeram)?

2) isso é um Reality Show ou estou muito enganada? 

Fui ler um blog, depois o site pessoal da moça e achei meio idiota o que ela escrevia... escrever idiotices, da mesma forma que a gente pensa, qualquer um escreve. Eu escrevo, olha só. Ontem, na secretaria, me disseram que os professores não entregaram as notas e que por isso não sairiam os boletins. Os professores já entravam nas salas pedindo desculpas por terem entregue as notas sem que víssemos as provas. Estranho... Ta quase todo mundo igual. Tudo meio vazio, mas igual. As mesmas gracinhas, a mesma intolerância e as mesmas patricinhas. Os amigos também continuam iguais, me olhando meio assustados alguns. Parece que viam um ser de outro mundo. To mais gordinha, porém igual. Juro! E esse Word comendo meus acentos... nem ligo. Existe uma diferença muito grande entre culpa e responsabilidade. É assim que me sinto. Se perder o CD a culpa é minha. Se acabar a tinta a culpa é minha. Se o  sujeito não quer pagar, de quem é a culpa? Minha também. Porque não se pergunta “você pode me ajudar com isso?”, apenas se vomita “tal coisa estragou”. Meu monitor está esquisito. A internet não funciona. A conta está atrasada, onde está? To com sono, muito sono. Meus pés estão doloridos, meus olhos estão ardendo. A mousse de maracujá e chocolate estava ótima, o que compensou todo o resto, pelo menos naquele momento. E a moça falou mal da minha igreja, disse que não devia acontecer coisa boa atrás das portas de alumínio. Boba. Se procurasse abrir os olhos e fechar o preconceito, veria um mundo novo que se renova a cada dia, um mundo que se pode carregar, que eu levo dentro de mim pra todo lugar, um mundo limpo. Aí fechei a janela e a deixei pra fora, onde é seu lugar. Tem um menino aqui no prédio. Ta bom, tem vários meninos. Mas um deles me olha como se me conhecesse. Eu dou risada escondida, mas fico intrigada. Não é nada do que você está pensando! O encontrei neste instante, quando voltava do almoço. Eu estava com saudade. Mas revi o motorista, os seguranças e uma gente esquisita sentada no barzinho. Eles eram muitos. Os mesmos que perambulavam pela escola. Comi o lanche de queijo fresco do tiozinho e fui embora de mãos dadas com meus amigos. Quando eu era criança tinha uma cortina muito grossa e pesada, verde escura, com uma floresta desenhada nela. A cortina cobria a janela da sala que dava pra um quintal, um jardim com muita grama, marias-sem-vergona de todas as cores, moscas que pousavam na seiva que fazia uma bola bege na casca das árvores. Eu amava arrancar aquela seiva! Não sei porque, mas aquela cortina que trazia o verde de fora pra dentro da minha casa mas que impedia a luz de entrar, ultimamente não sai da minha cabeça. Tocou a campainha. Era um soldadinho com uma carta para o meu chefe. Um soldadinho sério, jovem e muito bonito. Ta bom ele era sério muito também, quase bravo. Parecia envergonhado. Entregou a carta e ficou parado na soleira da porta. Perguntei se precisava de mais alguma coisa. Ele estava desconcertado. Disse que precisava falar um textinho. Disse. Sorriu. Foi-se. 

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